O “Haiti” da Tragédia

Caros companheiros,

em tempos retornamos as nossas postagens e não sendo muito diferente do restante da rede, nosso objeto principal mudará de figura. Iniciaremos o ano falando sobre o triunfo da natureza sobre a ação humana no país da América Central.

Não seremos recorrentes nas afirmações sobre a tragédia social do Haiti. Companheiros já demonstraram por “A” mais “B” que tamanha degradação é resultado de uma impenitente exploração por parte de processos de colonização no país. Muito menos continuaremos com o debate sobre a postura das Nações Unidas frente a diplomacia de interesses existentes nos anos de colonização. Outro elemento importante que durante tempos esteve a frente dos debates busca refletir o papel pacificador das tropas brasileiras, não… cremos que essa não seja a hora, o triunfo está dado, a natureza simplesmente no deu “mais um recado”, talvez um pequeno lembrete de que somos parte, integrante, de seu processo, a ação humana faz parte da natureza.

Por vezes esquecemos que nossa relação, aculturada, Capitalista, exploratória, está imersa nos movimentos naturais e isso é o elemento determinante. Não submetemos a natureza através de nossa ação, pelo contrário, nós, Homens, é que estamos submetidos a ela, a suas intempéries, aos seus movimentos e necessidades, pelo simples fato de sermos parte constitutiva de todo esse processo.

Chegamos ao momento de encontrarmos os culpados, diremos que são vários os fatores, países estarão mobilizados para a causa, para a reconstrução de um lugar que nunca esteve construído, ou melhor, esteve pelo menos no âmbito da democracia capitalista, mas em nenhum veículo veremos um debate que proponha uma reflexão objetiva sobre a ação humana, sobre o que fazemos ininterruptamente todos os dias, sobre nossa forma de vida…. Seria fácil se chegássemos a uma rápida conclusão sobre o Haiti o comparando com a tragédia, até por que afirmar algo ao contrário seria no mínimo leviano. Esse país é filho de nossa ação, processo inerente de uma cultura predatória, que explora em troca de “democracia”. Logicamente, que fatores tribais, herança escravocrata, buscariam encerrar os argumentos da prática predatória, mas diríamos, apontando para um outro caminho que tal prática, vista como justa, alterou significativamente esse processo. A tragédia Haitiana está “encerrada” na própria democracia capitalista, uns ricos, outros pobres, e assim o é com esse país e no final o “pobre sempre se da mal”.

Por ora, ainda falaremos muito sobre o Haiti, mas processos como esse ocorrem em distancia menores, muitas vezes próximo a nossas casas ou enchentes, epidemias, fome, descaso com educação, saúde não podem ser comparadas a tragédias humanas? A relação é a mesma, a diferença é que no dia-a-dia matamos lentamente, alguns por dia, no Haiti foram 100.000 de uma vez só…

Obs. na próxima semana voltaremos a nosso objeto…

Bruno Adriano

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